Como implementar o Mindfulness na sua empresa?

Posted By on jul 20, 2017 | 1 comment


Como implementar o Mindfulness na sua empresa?

Conheça algumas dicas e passos para que esse projeto saia do papel.

Mindfulness é um assunto bastante complexo, repleto de teoria e vários pontos de atenção em sua implementação e prática.

Começamos falando sobre o seu conceito, sua origem e alguns esclarecimentos, depois foram abordadas algumas dicas para implementar a prática meditativa em sua rotina e, agora, para finalizar esta temática, falaremos sobre alguns pontos importantes para o departamento de Recursos Humanos na hora de implementar um projeto de mindfulness na sua organização.

E para discutir sobre esse assunto, entrevistamos a facilitadora do programa de Mindfulness na IBM Brasil, Natasha Bontempi, que nos contou um pouco sobre sua trajetória, as experiências com a prática e como conseguiu trazer o Mindfulness para a realidade da organização.

Se quiser saber um pouco mais sobre a história dela, tem essa apresentação no TEDx.

É muito importante que os Recursos Humanos da empresa estejam presentes na concepção e implementação de um projeto desse tipo, já que está diretamente relacionado ao desenvolvimento humano e organizacional e ao aumento de performance e bem-estar do Capital Humano. Assim, ninguém mais competente para ajudar na análise e no entendimento do corpo de colaboradores do que os profissionais da área.

1. Entenda a necessidade da empresa e do seu quadro de colaboradores.

Peças de quebra cabeça sendo juntadas

Fonte: Google

Este é um passo anterior ao próprio desenvolvimento do projeto. É preciso saber se os profissionais estão dispostos a implementar a prática meditativa na sua rotina de trabalho tanto quanto se a própria empresa está aberta a uma proposta tão inovadora quanto esta.

Existem diversos casos que um dos dois (ou até mesmo ambos) – empresa ou colaboradores – não tem conhecimento ou interesse sobre o Midnfulness, e propor um projeto desses pode ser um tiro no pé para a sua carreira profissional.

Faça pesquisas com funcionários, descubra se eles tem interesse e se conhecem.

Repasse essa sua vontade para os seus superiores – diretores, VPs ou até mesmo o presidente – para que você comece a estruturar o projeto com o aval das cabeças da organização, diminuindo as chances de o projeto não sair do papel.

Natasha comenta que, no caso dela, o sucesso do programa de Mindfulness só foi possível com o aval e ajuda de um executivo estrangeiro da companhia.

“Começamos com um grupo pequeno de meditação na empresa. Somente quando um alto executivo da IBM Canadá, que já era facilitador de minfulness lá, veio para o Brasil e apoiou a nossa ideia, é que conseguimos começar a pensar em um projeto para a gente”

2. Monte uma equipe multidisciplinar para conceber o projeto

Equipe Multidisciplinar

Fonte: Google

Com o aval de todas as funções mais altas da empresa e o entendimento de que é uma demanda já existente do quadro de funcionários, já é possível começar a pensar no projeto em si.

Para um deste porte, que envolve toda a organização, é fundamental que o time que irá concebê-lo seja tão diverso e múltiplo quanto é o quadro de colaboradores.

Reúna os colaboradores que são influenciadores dentro da organização, para que eles ajudem a disseminar o conceito de mindfulness e aumentar a aceitação do programa por parte dos colaboradores.

Crie um programa de conscientização e explicação sobre a prática meditativa, sua importância no ambiente corporativo – como ela melhora as relações, como ajuda a manter o foco e a disposição, além de permitir que você desenvolva uma maior capacidade cognitiva – e também na esfera pessoal – diminuição do stress, aumento da vitalidade e fortalecimento do sistema imunológico podem ser alguns dos exemplos.

O sucesso do seu projeto está intrinsecamente ligado à adesão, voluntária, dos colaboradores. Isso porque você não consegue implementar uma técnica de desenvolvimento e autoconhecimento pessoal se a própria pessoa não tem interesse nesse assunto.

3. Trabalhe com profissionais qualificados

Exemplo de tecnologia de seleção

Fonte: Google

O mindfulness é um processo meditativo que exige certa estrutura para ter eficácia na sua implementação.  É preciso saber qual é a sua estrutura e os gatilhos utilizados para a ativação da mente.

Além disso, muito provavelmente será necessário romper diversas barreiras culturais existentes, como:

  • O mindfulness não é uma religião, é uma prática de exercício mental.
  • Não é uma técnica de autoajuda, mas sim de desenvolvimento pessoal, de autoconhecimento e autopercepção.
  • Não é um simples exercício de relaxamento ou uma “ginástica laboral para a cabeça”, é uma técnica estruturada para aumentar performance, foco dentre outras qualidades.

Se a sua empresa não tiver pessoas formadas na técnica, é muito possível que o resultado não seja alcançado e todo o dinheiro e o tempo investidos sejam jogados fora.

Escolha a(s) pessoa(s) responsável(eis) pelo programa e forneça o treinamento necessário para que ela(s) se torne(m) facilitadora(s) de mindfulness.

Bontempi lembra, também, que o processo meditativo pode, muitas vezes, despertar sentimentos, lembranças e insights muito fortes nas vivências e práticas. Por isso é importante que exista um suporte psicológico para todos aqueles que estiverem passando por uma situação como essa.

“Já presenciei pessoas que tiveram insights poderosos no processo meditativo. Reviveram traumas, lembranças escondidas, experiências nas infância e que trouxeram emoções muito fortes. É importante que tenha algum profissional para dar suporte nesses momentos”.

Pelo fato de facilitadores em Mindfulness não terem necessariamente experiência e nem conhecimento nas áreas de psicologia – muitos são, além de facilitadores, psicólogos também, mas não é uma regra -, eles não podem fazer atendimento e acompanhamento psicológico dos participantes do programa, principalmente durante as sessões de meditação do grupo. Por isso é fundamental que se contrate um profissional da área, que consiga amparar todos os que precisarem de direcionamentos, atendendo aqueles que necessitem, em outros momentos.

4. Documente os resultados

Homem acompanhando um gráfico com o dedo

Fonte: Google

Implementar uma prática meditativa no ambiente corporativo é algo bastante novo ainda, aqui no Brasil.

Não existem muitos projetos conhecidos e que tenham documentado seus resultados, avaliando o antes e o depois dos participantes, como isso mudou suas rotinas de trabalho e seus resultados e entregas.

Por isso é importante que você crie métricas e KPIs para este projeto e acompanhe-os para saber qual a eficiência da sua investida. Neste ponto o RH pode ajudar bastante, trazendo diretrizes para a definição dessas variáveis de acompanhamento.

Grave vídeos de depoimentos dos participantes, analise sua performance pré e pós treinamento, descubra quais são os pontos que podem ser aprimorados e adote práticas de melhoria contínua para que o projeto esteja em constante renovação.

O que achou? Tem alguma sugestão de como melhorar esse conteúdo? Comente, compartilhe suas experiências e opiniões. :)

 

Rafael Oliveira, 31 anos, é formado em Design pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Já trabalhou como diretor de arte e designer freelancer, mas encontrou sua paixão profissional no marketing & comunicação. Atualmente é consultor de marketing digital da Hunter Consulting Group e gosta de falar sobre os mais diversos assuntos ligados ao mundo corporativo: desenvolvimento humano, liderança, marketing, empreendedorismo, gestão, mercado e política.

1 Comment

  1. Só deixou com mais vontade de começar logo essa pratica! Excelente texto. :)

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