Case: IBM e a cultura corporativa da nova era

Posted By on jun 26, 2017 | 0 comments


Case: IBM e a cultura corporativa da nova era

Estudo sobre a cultura da IBM, suas mudanças e como isso impactou na empresa.

Quando se fala de projetos de realinhamento da cultura organizacional, existem alguns casos bastante notórios e famosos pelos seus resultados excepcionais.

Um deles é da IBM, empresa multinacional tradicional da área de tecnologia e que já passou por algumas grandes crises internas, que quase levaram-na à falência. Mas graças à mudança da cultura da empresa e do planejamento estratégico, conseguiu dar a volta por cima.

É importante salientar que a IBM é uma organização bastante tradicional, fundada em 1888 e que, durante os anos, tornou-se um grande player no segmento que atuava, tendo quase todo o market-share para si.

Assim, a organização era vista por seus colaboradores como um ótimo lugar para se trabalhar, e reconhecida como um gigante quase imbatível por seus concorrentes e demais empresas.

Obviamente, esse fato carrega alguns aspectos negativos consigo. Primeiro porque a empresa cria uma (falsa) percepção de que consegue se sustentar única e exclusivamente na força da sua marca, criando uma série de prejuízos tanto para a cultura quanto para a sua forma de relacionamento com fornecedores e clientes.

Segundo, essa falsa visão de uma suposta invencibilidade acaba por atravancar o avanço inovador das empresas.

E a história prova que este é um tiro no pé! A IBM passou por uma grande crise, principalmente depois de 1992, fechando o ano com um déficit de mais de 4 bilhões.

A partir de então, a organização passou a reformular e redirecionar sua cultura corporativa na tentativa de superar aquele ano tão difícil.

Sobre a IBM e seus valores

Fonte: Google

Fonte: Google

Antes de começar a falar sobre o projeto de redirecionamento da cultura organizacional, é interessante avaliar que os valores organizacionais – que muitas vezes são os diretivos para justificar todo o plano tático e as ações de fortalecimento e propagação da cultura – continuam os mesmos desde a fundação da IBM, por Thomas Watson.

São eles:

  • Respeito ao Indivíduo
  • Prestar o Melhor Serviço ao Cliente
  • Busca da Excelência

Pelo fato dos valores serem bastante genéricos e amplos, eles permitem que as atualizações na cultura corporativa sejam realizadas sem necessariamente muda-los, modernizando tão somente a interpretação e aplicação prática destes. É muito importante perceber que são valores bastante refletidos na cultura atual – e que por isso não precisaram ser alterados.

O case

Fonte: Google

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Para enfrentar a crise pela qual a empresa estava passando, realizou-se uma análise do mercado, da própria empresa e de seu capital humano. Como resultado desse estudo, chegou-se à conclusão de que a IBM deveria ser uma organização que cria tendências, não simplesmente as segue. Além disso, deve ser um ambiente market-driven que propicia

abordagem gerencial que melhor faz frente a um ambiente competitivo, com objetivos de negócios crescentes e cada vez mais complexos, o aumento do nível de exigência dos clientes, os recursos limitados e a enorme carga de trabalho existente. (Revista de Administração de Empresas)

Para que seja possível, o projeto apostou na mudança da cultura de relacionamento com stakeholders, tornando-se então uma companhia focada no colaborador, permitindo que ele seja capaz de assumir riscos (senso de dono), esteja aprendendo continuamente e desenvolvendo novas habilidades.

Por ser uma empresa de enormes proporções, a identificação do “ibmer” (funcionário IBM) era um fator de difícil concretização. Assim, optou-se por descentralizar a tomada de decisão, criando uma maior identificação entre os colaboradores de uma determinada divisão da empresa. Eram estimulados, assim, a sintonia entre o colaborador e o seu departamento, não mais com a imagem da IBM como um todo.

Isso não só melhorou o engajamento e a performance dos colaboradores, mas também os aproximou, criando então um sentimento de pertencimento a um grupo.

Concluindo…

Fonte: Google

Fonte: Google

Atualmente, a IBM não só recuperou seu status como uma das grandes potências no segmento de tecnologia, mas também é destaque em cultura organizacional e modernização constante dos padrões de relacionamento com os “ibmers”.

Willian Mendonça, gerente de aquisições, já trabalha há uma década na empresa e afirma que não pretende sair tão cedo.  Acredita que, além de perceber que tem diversas oportunidades de crescimento, é um lugar onde sua opinião é ouvida e ele sente que pode ajudar de verdade.

Além disso, estruturado sobre o pilar de “Respeito ao Indivíduo” da sua cultura, a IBM possui um programa de inclusão que é referência mundial, fortalecendo o plano tático de melhor relacionamento com os stakeholders.

Atualmente, a IBM é pioneira de pesquisa e de lançamento de novos produtos em diversos segmentos, principalmente em tecnologia cognitiva, inteligência artificial e tecnologia para a área da saúde.

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Rafael Oliveira, 31 anos, é formado em Design pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Já trabalhou como diretor de arte e designer freelancer, mas encontrou sua paixão profissional no marketing & comunicação. Atualmente é consultor de marketing digital da Hunter Consulting Group e gosta de falar sobre os mais diversos assuntos ligados ao mundo corporativo: desenvolvimento humano, liderança, marketing, empreendedorismo, gestão, mercado e política.

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