Tendências para o mercado de RH: Como usar a tecnologia a favor do trabalho

Posted By on abr 10, 2017 | 2 comments


Conforme as empresas se tornam digitais, o RH deve se tornar o líder da organização digital frente à adaptação e evolução a uma nova realidade. Por isso, o post de hoje retoma a pesquisa da Deloitte de que falamos nos últimos textos do blog –  sobre as tendências para o mercado de RH em 2017 – para destacar duas tendências muito próximas: o RH digital e a força de trabalho aumentada.

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Para entender a grande transformação do RH no contexto digital, é preciso notar a evolução de sua função. Antes visto como um suporte para serviços aos colaboradores, o RH agora se vê num papel de liderança frente às mudanças decorrentes da tecnologia. Isso significa ir além de plataformas digitais de RH e transformar a experiência de trabalho com essa tecnologia.

Felizmente, o caminho para a digitalização do RH está se tornando cada vez mais claro, com opções mais amplas, novas plataformas, e uma grande variedade de ferramentas.

A mudança do “fazer” digital para o “ser” digital pode ser observada em 3 frentes principais:

  • Força de trabalho: novas práticas de gerência (que chamamos de DNA digital), uma cultura de inovação e compartilhamento que facilita a organização empresarial em rede.
  • Espaço de trabalho: o ambiente que favorece a produtividade, com ferramentas de comunicação modernas e o incentivo do engajamento e do bem-estar.
  • RH digital: a mudança interna do RH para operar com uma persona digital, utilizando ferramentas e aplicativos como soluções que promovam a inovação contínua.

O que é o RH Digital?

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Fonte: Google

O que chamamos de RH digital é hoje o conjunto de práticas resultantes de todas as transformações que a área sofreu com novas tecnologias. Segundo a pesquisa da Deloitte, a maior parte das empresas entrevistadas já começaram a reestruturar seus programas de recursos humanos, seja para desenvolver um modelo empresarial de negócios digital, incorporar ferramentas digitais, ou utilizar alguma forma de inteligência artificial.

Hoje, o foco do RH, como já mencionamos anteriormente, está na construção das organizações do futuro. A preferência atual é de uma experiência de trabalho digital integrada, com colaboradores ricos em inteligência digital e confortáveis com uma experiência de trabalho independente e transparente.

As novas regras do RH Digital

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Fonte: Google

Hoje, a pressão para o RH é construir ao redor de inovação e novas experiências. Para isso, implementar ferramentas analíticas e caminhar rumo a um foco global em diversidade, cultura, aprendizado e carreira é a nova prioridade.

Como? Uma nova abordagem. Programas como “hackathons” são exemplos funcionais e produtivos. Já o design thinking pode servir como uma forma de estudo das necessidades do colaborador, e possibilitar a oferta de trabalhos e carreiras mais eficazes, tanto para empresa, quanto funcionário.

Contar com expertise interno em tecnologia digital é mais um trunfo. Nuvens e softwares de RH passam a ser utilizados como plataforma base para a construção de tecnologia interna conforme necessidades específicas da empresa.

Atualize a tecnologia: plataformas em nuvem integradas para

uma infraestrutura digital eficaz e de fácil utilização.

Na mesma onda, o mercado se reinventa com uma nova série de produtos e soluções digitais construídas em torno de aplicativos móveis e inteligência artificial que quase tornam o RH uma experiência em tempo real, desde a monitoração de métricas e conversão, até o recrutamento e o bom e velho feedback..

Dicas para “ser” digital

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Fonte: Google

  • Designar uma equipe especialista, dedicada a explorar soluções de RH digital internamente e externamente.
  • Tornar as inovações uma estratégia base para o RH
  • Promover o rodízio de jovens colaboradores de outras áreas dentro do RH, trazer experiência e inovação
  • Dedicar tempo ao benchmarking visitar e pesquisar outras empresas, convidar speakers

A força de trabalho aumentada

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Fonte: Google

Robótica, inteligência artificial e computação cognitiva se tornaram práticas comuns no contexto da economia aberta de talentos. As transformações reinventam cada profissão, criando o que chamamos de força de trabalho aumentada. Para “ser digital”, também é preciso compreender a influência da tecnologia no papel do colaborador.

Talento não é mais uma despesa de negócio, mas

um recurso a ser investido e analisado.

A maioria das empresas entrevistadas na pesquisa da Deloitte afirmou já estar no processo de implementação de tecnologias cognitivas em sua força de trabalho. Com o crescimento da força de trabalho externa em forma de freelas e crowdsourcing, é importante reestruturar profissões, capacitar colaboradores e experimentar as tecnologias a fim de aproveitar o máximo do que elas tem a oferecer. E tenha em mente o novo papel do humano à medida que o trabalho se torna cada vez mais automatizado.

O novo papel do Colaborador

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Fonte: Google

Com a automatização de partes do trabalho, as tarefas essencialmente humanas tornam-se mais valorizadas. Empatia, comunicação, persuasão, estratégia. São muitos os exemplos de habilidades que tornam-se mais valiosas do que nunca nesse contexto. Por isso, discutir e entender os processos de trabalho e o impacto final da implementação de tais tecnologias é essencial para atingir o equilíbrio necessário ao sucesso dentro desse contexto. Entender o potencial de empregabilidade e produtividade desses avanços, é essencial para estar à frente no mercado.

Os desafios da transformação

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Fonte: Google

O grande desafio da transição do modelo tradicional de colaboração para a força de trabalho aumentada é entender novos conceitos de organização da força de trabalho.

De acordo com a pesquisa da Deloitte, a habilidade para capacitar e organizar a força de trabalho ainda está atrasada em relação à introdução de novas tecnologias. Por isso, o foco deve estar em repensar e expandir nossa visão da força de trabalho e dos talentos. O que pode ser automatizado e qual é o novo papel das habilidades pessoais em cada passo da experiência de trabalho completa?

Para a liderança assumida pelo RH no contexto digital, o grande desafio é estruturar e gerenciar o futuro das forças e espaços de trabalho e implementar um entendimento pleno de quais habilidades são essencialmente humanas e, portanto, insubstituíveis. Técnicas como o design thinking e mapas de jornada de trabalho podem servir de grande ajuda ao analisar o potencial da força de trabalho aumentada em cada parte do trabalho.

O RH vai definir a diferença entre essas habilidades e, a partir disso, trabalhar com o equilíbrio entre capacidades técnicas e pessoais. Torna-se então a liderança essencial para a aquisição do expertise necessário nessa nova realidade, enquanto aqueles que não conseguem se adaptar, ficam para trás no mercado.

 

Luis Moreira, 24 anos, é formado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC). Além de sua paixão pelas artes, já teve experiência com produção em tv, social media e marketing digital, com foco em seu prazer pela redação e desenvolvimento criativo de conteúdo.

2 Comments

  1. Concordo plenamente com o que foi descrito, mas se faz necessário proceder uma mudança cultural e de valores na organização, além da implementação de novas formas de aprendizado como os donos.

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    • Daniel, realmente, a implementação de novas tecnologias pode mudar a cultura organizacional. É um trabalho que deve ser realizado por ambas as partes: empresa e colaborador. :)

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