Tendências para o mercado de RH: entenda e saiba como não ficar para trás

Posted By on mar 13, 2017 | 4 comments


O mundo de Recursos Humanos está passando por uma grande mudança e você não pode ficar para trás!

Que o mercado de Recursos Humanos é um pouco tradicional, todos sabemos. Os processos são ultrapassados e as metodologias, que evoluem no ambiente acadêmico, não extravasam para o mundo corporativo.

Um dos principais motivos para este fenômeno é que o mercado de RH se desenvolveu de maneira sólida e estável há algumas décadas, tecnologias foram criadas para suprir necessidades e as empresas que se enveredaram por este caminho cresceram vertiginosamente, se estabeleceram como grandes players e dominaram o market share. A partir deste ponto vemos pouca evolução, já que não existia competição e demanda para criação de novas alternativas.

Um ótimo exemplo é o ramo de assessments. Harold Weinstein, criador da empresa Calipers Assessment, diz que as metodologias utilizadas atualmente foram criadas em 1960 e não tiveram grandes atualizações desde então.

Mas o mundo atual está diferente. Forças globais estão redefinindo o local de trabalho, a força de trabalho e o próprio trabalho. Além disso, fatores como a crise mundial e a mudança de predominância da geração x para os millenials na força de trabalho impulsionam a demanda por novas tecnologias, novas formas de trabalho e, principalmente, novas culturas organizacionais.

Assim, consegue-se perceber uma onda de inovação que começou há poucos anos e se fortalecerá nos vindouros.

Quais são as tendências para este ano?

Como chegamos até aqui?

Josh Bersin, fundador da Bersin by Deloitte, consultoria que promove pesquisas focadas em aprendizado corporativo, afirma que

O mercado de tecnologia para RH está passando pelos seus anos mais disruptivos que podem ser percebidos na última década.

Segundo a Deloitte, foram listadas 11 principais tendências:

  1. Organizações do futuro
  2. Carreiras e Aprendizado
  3. Aquisição de Talentos
  4. Experiência do colaborador
  5. Gestão da performance
  6. Liderança
  7. RH Digital
  8. People Analytics
  9. Diversidade e Inclusão
  10. Força de Trabalho Aumentada
  11. Robótica, Computação Cognitiva e Inteligência Artificial.

E como chegamos nesse momento de inovação em RH?

Segundo a SBDC – Sociedade Brasileira de Desenvolvimento Comportamental, são 04 motivos para que toda essa inovação antes adormecida viesse à tona:

Mudanças demográficas

A Deloitte, consultoria global que é líder em geração de relatórios sobre tendências do mundo corporativo, afirmou em sua última edição, que

Millenials já representam mais de metade da força de trabalho, tem altas expectativas sobre um trabalho gratificante, experiências novas, constante aprendizado, desenvolvimento e crescimento dinâmico de carreira.

Evolução da tecnologia digital

O online não é uma moda passageira, ele veio para ficar! Prova disso é que ele já mudou todos os setores das nossas vidas e, aos poucos, vem ajudando a inovar o ambiente corporativo também. E no mundo de RH não seria diferente.

Investidores destinaram 2,4bi no mercado de Tecnologia para RH em 2015, um crescimento de 60% com relação ao ano anterior. Esse aumento exponencial ilustra o nível de disrupção que o mercado vem passando (Deloitte).

Rápida inovação nos modelos de negócios

Segundo a SBDC, a rápida inovação do modelo de negócios de empresas como Uber, Facebook e Airbnb está forçando organizações a responderem e se reposicionarem rapidamente para enfrentar novos desafios.

Além disso, gostaríamos de adicionar um segundo ponto de inflexão aqui: a crise econômica que atingiu o mundo inteiro há alguns anos e agora assola o Brasil. A necessidade de se obter mais resultado com menos recursos forçou as empresas a se abrirem para o novo e, consequentemente, para as novas tecnologias.

Alteração na relação empregador-empregado

Ainda para a SBDC,

Hoje, temporários, terceirizados e cargos part-time constituem quase um terço da força de trabalho². Entretanto, muitas empresas ainda não desenvolveram as práticas de RH, cultura ou liderança necessárias para gerir esta nova força de trabalho.

No próximo post vamos falar mais sobre as principais tendências.

Você se interessou pelo assunto? Então não deixe de acompanhar nosso blog, que conta com conteúdos novos e exclusivos semanalmente. Nos vemos semana que vem! :)

Rafael Oliveira, 31 anos, é formado em Design pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Já trabalhou como diretor de arte e designer freelancer, mas encontrou sua paixão profissional no marketing & comunicação. Atualmente é consultor de marketing digital e gosta de falar sobre os mais diversos assuntos ligados ao mundo corporativo: desenvolvimento humano, liderança, marketing, empreendedorismo, gestão, mercado e política.

4 Comments

  1. Acho que os RHs deveriam ter uma visão mais ampla e não tão rígida e restrita, voltada para certificados. Deveriam olhar o candidato pelas suas experiências, talentos, bagagem profissional e perfil para enquadra-lo e reaproveita-lo numa diferente carreira, onde poderia se encaixar pela sua qualificação e não somente pela sua certificação.

    Monica Giunta

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    • Mônica, certamente essa é uma mudança necessária. E, como vamos falar na semana que vem, algo que provavelmente será implementado nos próximos anos! 😀
      A busca por talentos agora é muito mais voltada ao potencial do colaborador do que no seu status ou sua certificação. Estruturas hierárquicas tendem a sumir, então a contratação por diplomas torna-se ineficaz para a empresa. Fique ligada! 😉

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  2. A tecnologia sem dúvida é importante. Porém, fundamental é o ser humano. É ele quem vai fazer a diferença nos resultados e buscar o atingimento das metas das organizações. As empresas e em especial as suas lideranças precisam entender que seres humanos possuem personalidade, valores, temperamento, atitudes, caráter, percepção, motivação que precisam ser avaliadas, visando o comportamento esperado nas organizações e na vida pessoal.

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    • Celso, é isso mesmo! A tecnologia vem para ajudar as companhias a aproveitarem o melhor do ser humano, não para substitui-lo! :)

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